There would be no more days like that

rainbow

Five years have passed. I remember it like it was today. Seeing her euphoric waking up as if she knew that those were her last steps.

Put on her bikini and fixed her wavy hair that was sun bleached from the beach. She made coffee, woke her friends and explained that it was a beautiful day in May and they should enjoy every sun ray. There would be no more days like that. after that day it would be cold, windy, and cloudy at the beach. That was how she saw the winter. And unbeknownst to her that was how the days would become. Even though the winter was over and spring flourished with the most beautiful colors, in her world everything was translated into black and white. The black from the past that moves away at a speed unjust, detaches from the soul memories without the slightest sense.

Arcobaleno di luciLeaving only a scent of what once was. That one day went. In this body I’m not. I’ll never be. As much as dreams are preserved they try to keep alive part of my essence. There are two lives into one. There are two of me and the biggest challenge in life is dealing with longing for myself. It is the most difficult and most incomprehensible part within a single person. That much I can explain but never understand. Black is the absence of light resting from the mixture of all colors. My rainbow is overshadowed .

I was this: many in one . It was light I wanted. I was in a hurry to live. It now remains white uniting all colors and reflects many light rays but doesn’t absorb any. Showing only it’s maximum clarity : the raw target unknown. Ironically, it has all the colors but can’t be any of them. Be everything and nothing at the same time in the same body. Black, shapeless, and flawed is the most perfect translation of what I was. Today my raw form consists of everything but only reflects what you see in me.

Cure Girl Sabrina

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Não haveria dia como aquele

rainbow

Cinco anos se passaram. Eu lembro como se fosse hoje de tê-la visto acordar eufórica como se soubesse que aqueles eram seus últimos passos.

Colocou biquíni, arrumou o cabelo ondulado e queimado da praia, fez o café, acordou as amigas, explicou que era um lindo dia de maio e que devia ser aproveitado cada raio de sol. Não haveria dia como aquele. Depois só frio, praia com vento e dias nublados. Eraassim que ela via o inverno. E sem que ela soubesse foi assim que os dias se tornaram. Mesmo que o inverno terminasse e na primavera florescessem as mais belas cores, no seu mundo tudo era traduzido em preto e branco.

O preto do passado, que se distancia numa velocidade injusta, que se desprende da alma, das memórias, sem a menor sensatez, deixando só um perfume daquilo que um dia foi. Daquela que um dia fui. Em corpo essa não sou mais eu. Nunca mais serei. Por mais que se preservem sonhos, que tente se manter viva parte da minha essência, há duas vidas em uma, são duas de mim e o maior desafio na vida é lidar com a saudade de mim mesma.

Arcobaleno di luciÉ a parte mais difícil e a parte mais incompreensível dentro de uma só pessoa, que por mais que eu explique nunca se entenderá. O preto é a ausência de luz decorrente da mistura de todas as cores. O meu arco-íris ofuscado. Eu era isso: muitas em uma só, não era luz que eu queria. Eu tinha pressa em viver.

Resta agora o branco que faz junção de todas as cores mas reflete tantos raios luminosos que acaba por não absorver nenhuma, mostrando apenas sua clareza máxima: o cru, o alvo, o desconhecido. Irônico ter todas as cores mas não poder ser nenhuma. Ser tudo e nada ao mesmo tempo em um mesmo corpo. Aquele preto, imperfeito e disforme foi a mais perfeita tradução do que fui. Hoje minha forma crua é composta de tudo mas reflete apenas o que você em mim vê.

Cure Girls Sabrina